Como se calcula a densidade de um colchão de espuma

Uma das questões que mais despertam a curiosidade de quem em algum momento se interessa pelos colchões de espuma (ou pelas espumas com as quais se fabricam colchões) é de onde vem aquele número “mágico” que define sua densidade.

Na verdade, é um conceito simples: a densidade é a relação entre a massa de uma mistura e seu volume.

As espumas utilizadas em colchões (e outros tipos de móveis e estofados) são fabricadas a partir de componentes básicos, que são misturados e processados mediante um processo industrial bem definido. O resultado final é uma espuma, da qual se corta um bloco com um metro cúbico de volume. O peso deste bloco em estado final indica a densidade da espuma.

Por exemplo: uma determinada mistura produziu uma espuma que quando cortado um bloco de um metro cúbico, este pesou 33kg. Esta será uma espuma de densidade D33.

Entretanto, a matéria prima das espumas é um tanto cara (basicamente poliol, silicone e TDI). Para diminuir custos alguns fabricantes de espuma acrescentam outros materiais à mistura, de tal forma que no final o bloco de um metro cúbico de volume vai pesar a mesma coisa, porém com menos matéria prima de qualidade. É o que se chama de “suporte” ou “carga”, e que os fabricantes especificam com S e C em vez de D (por exemplo: um colchão C33 teria a mesma massa de um D33, porém com materiais mais baratos em sua composição, suportando peso também menor).

Para entender melhor, podemos fazer uma analogia simples.

Imagine que você esteja preparando um copo de leite com achocolatado. Você pode pegar um copo de leite integral, adicionar o achocolatado e obter um copo de uma mistura deliciosa e praticamente pura. Ao mesmo tempo, você pode pegar meio copo de leite, adicionar menos achocolatado, incluir um pouco de açúcar para disfarçar a ausência de sabor, e completar com água. No final, você também terá um copo de achocolatado com leite, mas de qualidade inferior, a um custo mais baixo.

Cabe ressaltar que em se tratando de colchões, é muito importante que seja observada a tabela de adequação de densidade com relação ao peso e altura do usuário do colchão. Há cálculos elaborados por cientistas que descrevem essa relação, mas todos considerando colchões de densidade real (também chamados de “selados”). Colchões de qualidade inferior apresentarão uma durabilidade muito menor, e oferecerão menos conforto, em virtude de a espuma “impura” não ter todas as propriedades físicas da espuma produzida com material de alta qualidade.

De maneira grosseira, podemos dizer que se um colchão de densidade real pode suportar um determinado peso, um colchão com carga e a mesma densidade vai suportar bem menos, e também vai custar bem mais barato. Por exemplo: um colchão C33 pode custar até 50% menos do que um D33 real.

Por fim, ressaltamos que alguns fabricantes produzem espumas com carga, ou suporte, mas continuam etiquetando seus colchões com a letra D. Caberá ao vendedor de uma loja especializada em colchões informar o suporte correto de peso do produto, evitando que o consumidor seja enganado.

Em outras palavras, antes de adquirir certifique-se não só da densidade da espuma, mas também do limite de peso que o colchão aguenta.